Análise da evolução conceitual de stakeholders e competitividade em ciências sociais aplicadas e Turismo

Authors

DOI:

https://doi.org/10.24023/FutureJournal/2175-5825/2022.v14i1.599

Keywords:

Stakeholders, Competitividade, Bibliometria, VOSviewer

Abstract

Objetivo: O objetivo do estudo é mapear e descrever a evolução conceitual-teórica de stakeholders em relação à competitividade, apresentando as principais influências teóricas e as correntes teóricas fronteiriças da relação entre stakeholders e competitividade.

Método: Trata-se de uma pesquisa de natureza descritiva, realizada por meio de método quantitativo, utilizamos as técnicas bibliométricas de cocitação e acoplamento bibliográfico (pareamento) para mapear a estrutura intelectual que suporta os estudos da relação entre stakeholders e competitividade. Utilizamos a técnica estatística análise fatorial exploratória e o software de mapeamento de dados VOSviewer para analisar os 482 documentos de nossa amostra.

Originalidade/Relevância: A literatura sobre stakeholders e competitividade carece de estudos que examinem a relação entre esses termos. Diante da escassez de trabalhos que relacionem stakeholders e competitividade, este estudo busca preencher essa lacuna teórica mapeando e descrevendo o estoque de conhecimento sobre o tema.

Resultados:  A análise de cocitação identificou cinco clusters, o cluster mais importante teve como viés principal investigar a competitividade de destinos turísticos e a teoria de stakeholders. O acoplamento bibliográfico identificou nove áreas temáticas que os estudos sobre stakeholders e competitividade estão se concentrando, a área que concentra mais estudos consiste na análise da competitividade de destinos turísticos.

Contribuições teóricas: A principal contribuição deste estudo é de caráter exploratório, uma vez que além de mapear a evolução teórica-conceitual, mais especificamente as principais influências teóricas, correntes teóricas existentes e as frentes teóricas atuais que estudam as temáticas stakeholders e competitividade o estudo fornece um ponto de partida para estudos futuros descritivos e causais sobretudo nos clusters formados no mapa de pareamento bibliográfico.

 

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Anderson Antônio De Lima, Nine of July University

Doutorando em Administração de Empresas pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE, São Paulo,(Brasil).     

Thiago de Luca Sant'ana Ribeiro, Universidade Nove de Julho - UNINOVE, São Paulo, (Brasil). 

Doutorando em Administração de Empresas pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE, São Paulo, (Brasil).   

Benny Kramer Costa, Universidade Nove de Julho - UNINOVE, São Paulo, (Brasil). 

Doutor em Administração pela Universidade de São Paulo - USP, São Paulo, (Brasil). Professor Titular e Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Nove de Julho - UNINOVE, e Professor Livre-Docente do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - USP.

References

Andriof, J., Waddock, S., Husted, B., & Rahman, SS (2017). Revelação do pensamento dos stakeholders: teoria, responsabilidade e engajamento. Routledge.

Barney, J. (1991). Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of management, 17(1), 99-120.

Bhawsar, P., & Chattopadhyay, U. (2015). Competitiveness: Review, reflections and directions. Global Business Review, 16(4), 665-679.

Bianchi, R., & Noci, G. (1998). " Greening" SMEs' Competitiveness. Small business economics, 11(3), 269-281.

Börner, K., Chen, C., & Boyack, K. W. (2003). Visualizing knowledge domains. Annual review of information science and technology, 37(1), 179-255.

Child, D. (2006). The essentials of factor analysis. A&C Black.

Clarkson, M. E. (1995). A stakeholder framework for analyzing and evaluating corporate social performance. Academy of management review, 20(1), 92-117.

Crouch, G. I., & Ritchie, J. B. (2000). The competitive destination: A sustainability perspective. Tourism management, 21(1), 1-7.

Delmas, M., & Toffel, M. W. (2004). Stakeholders and environmental management practices: an institutional framework. Business strategy and the Environment, 13(4), 209-222.

DiMaggio, P. J., & Powell, W. W. (1983). The iron cage revisited: Institutional isomorphism and collective rationality in organizational fields. American sociological review, 147-160.

Donaldson, T., & Preston, L. E. (1995). The stakeholder theory of the corporation: Concepts, evidence, and implications. Academy of management Review, 20(1), 65-91.

Dwyer, L., & Kim, C. (2003). Destination competitiveness: determinants and indicators. Current issues in tourism, 6(5), 369-414.

Eisenhardt, K. M., & Martin, J. A. (2000). Dynamic capabilities: what are they?. Strategic management journal, 21(10‐11), 1105-1121.

Enright, M. J., & Newton, J. (2004). Tourism destination competitiveness: a quantitative approach. Tourism management, 25(6), 777-788.

Fassin, Y. (2009). The stakeholder model refined. Journal of business ethics, 84(1), 113-135.

Fauver, L., & Fuerst, M. E. (2006). Does good corporate governance include employee representation? Evidence from German corporate boards. Journal of financial economics, 82(3), 673-710.

Freeman, R. E. (1984). Strategic management: A stakeholder approach. Cambridge university press.

Frooman, J. (1999). Stakeholder influence strategies. Academy of management review, 24(2), 191-205.

Gibb, A. A. (1997). Small firms' training and competitiveness. Building upon the small business as a learning organisation. International small business journal, 15(3), 13-29.

Hair, j. F., Anderson, r. E., Tatham, r. B., & Black, r. (2005). WC Análise multivariada de dados. Tradução de AS Sant’anna e A. Cloves Neto, 5.

Hallmann, K., Müller, S., Feiler, S., Breuer, C., & Roth, R. (2012). Suppliers' perception of destination competitiveness in a winter sport resort. Tourism Review, 67(2), 13-21.

Harman, H. H. (1976). Modern factor analysis. University of Chicago press.

Harrison, J. S., Bosse, D. A., & Phillips, R. A. (2010). Managing for stakeholders, stakeholder utility functions, and competitive advantage. Strategic management journal, 31(1), 58-74.

Harrison, JS, Felps, W. & Jones, TM (2019). A teoria instrumental das partes interessadas torna agradável a construção de relacionamentos com base ética nos gerentes, com foco na linha de fundo. Academy of Management Review, 44 (3), 698-700.

Henriques, I., & Sadorsky, P. (1999). The relationship between environmental commitment and managerial perceptions of stakeholder importance. Academy of management Journal, 42(1), 87-99.

Jones, TM & Wicks, AC (1999). Carta à AMR sobre "teoria convergente das partes interessadas". Academy of Management Review, 24 (4), 621-623.

Jones, TM, Harrison, JS, & Felps, W. (2018). Como a aplicação da teoria instrumental das partes interessadas pode fornecer vantagem competitiva sustentável. Academy of Management Review, 43 (3), 371-391.

Kannan, D. (2018). Role of multiple stakeholders and the critical success factor theory for the sustainable supplier selection process. International Journal of Production Economics, 195, 391-418.

Kochan, T. A., & Dyer, L. (1993). Managing transformational change: the role of human resource professionals. International Journal of Human Resource Management, 4(3), 569-590.

Lall, S. (2001). Competitiveness indices and developing countries: an economic evaluation of the global competitiveness report. World development, 29(9), 1501-1525.

Marshakova, I. V. (1981). Citation networks in information science. Scientometrics, 3(1), 13-25.

Miles, S. (2017). Classificação da teoria das partes interessadas: uma avaliação teórica e empírica das definições. Journal of Business Ethics , 142 (3), 437-459.

Mitchell, R.K.; Agle, B.R.; Wood, D.J. (1997). Toward a theory of stakeholder identification and salience: defining the principle of who and what really counts. Academy of Management Review, 22(4), 853-886.

Noland, J., & Phillips, R. (2010). Stakeholder engagement, discourse ethics and strategic management. International Journal of Management Reviews, 12(1), 39-49.

Norcia, V. D., Cotton, B., & Dodge, J. (1993). Environmental performance and competitive advantage in Canada's paper industry. Business Strategy and the Environment, 2(4), 1-9.

Normann, H. E., & Hanson, J. (2018). The role of domestic markets in international technological innovation systems. Industry and Innovation, 25(5), 482-504.

Pavlovic, D., Obradovic, T., & Bjelica, D. (2018). Does competitiveness have anything to do with people?. Management: Journal of Sustainable Business and Management Solutions in Emerging Economies, 23(3), 33-46.

Prahalad, C. K., & Hamel, G. (1997). The core competence of the corporation. In Strategische Unternehmungsplanung/Strategische Unternehmungsführung (pp. 969-987). Physica, Heidelberg.

Porter, M. (1990) The competitive advantage of nations. Harvard Business Review, 68(2), 73-93.

Penrose, E. (1995). The theory of the growth of the firm. New York: Oxford University Press.

Pesqueux, Y., & Damak‐Ayadi, S. (2005). Stakeholder theory in perspective. Corporate Governance: The international journal of business in society.

Phillips, R. (2003). Stakeholder legitimacy. Business ethics quarterly, 13(1), 25-41.

O’Riordan, L., & Fairbrass, J. (2014). Managing CSR stakeholder engagement: A new conceptual framework. Journal of Business Ethics, 125(1), 121-145.

Rasche, A., & Esser, D. E. (2006). From stakeholder management to stakeholder accountability. Journal of business ethics, 65(3), 251-267.

Reyes, G. E., & Useche, A. J. (2019). Competitiveness, economic growth and human development in Latin American and Caribbean countries 2006- 2015. Competitiveness Review: An International Business Journal.

Ribeiro, T. D. L. S. A., Kevin, K. S., Costa, B. K., & Urdan, A. T. (2020). Percepções de stakeholders sobre o turismo: um estudo no município de São Sebastião, SP. Turismo: Visão e Ação, 22, 334-354.

Ritchie, B. (1993). Crafting a destination vision. Putting the concept of resident responsive tourism into practice. Tourism Management, 14 (10), 379-389.

Ritchie, J. B., & Crouch, G. I. (1993). Competitiveness in international tourism: A framework for understanding and analysis. World Tourism Education and Research Centre, University of Calgary.

Ryan, C. (2002). Equity, management, power sharing and sustainability—issues of the ‘new tourism’. Tourism management, 23(1), 17-26.

Sautter, E. T., & Leisen, B. (1999). Managing stakeholders a tourism planning model. Annals of tourism research, 26(2), 312-328.Shahroudi, S., & Dery, M. (2011). Assessment of the efficiency of Guilan province’s hotels using two-stage DEA method. Australian Journal of Basic & Applied Sciences, 5(9), 1495-1502.

Sharma, S., & Vredenburg, H. (1998). Proactive corporate environmental strategy and the development of competitively valuable organizational capabilities. Strategic management journal, 19(8), 729-753.

Sheehan, L. R., & Ritchie, J. B. (2005). Destination stakeholders exploring identity and salience. Annals of Tourism Research, 32(3), 711-734.

Stoney, C., & Winstanley, D. (2001). Stakeholding: confusion or utopia? Mapping the conceptual terrain. Journal of Management studies, 38(5), 603-626.

Teece, D. J., Pisano, G., & Shuen, A. (1997). Dynamic capabilities and strategic management. Strategic management journal, 18(7), 509-533.

Van Eck, NJ, & Waltman, L. (2018). Manual do VOSviewer versão 1.6. 9. Métricas significativas do CWTS. Universiteit Leiden .

Vetter, D. M. (1981). Uma breve introdução à análise estatística com SPSS (Statistical Package for the Social Sciences). Revista Brasileira de Estatística, (161).

Vlados, C. e Chatzinikolaou, D. (2020). BRICS e reestruturação global: notas para o futuro próximo. Manag Econ Res J , 6 (S5), 12934.

Wernerfelt, B. (1984). A resource‐based view of the firm. Strategic management journal, 5(2), 171-180.

Yakovleva, N., Sarkis, J., & Sloan, T. (2012). Sustainable benchmarking of supply chains: the case of the food industry. International journal of production research, 50(5), 1297-1317.

Yeo, G. T., Roe, M., & Dinwoodie, J. (2011). Measuring the competitiveness of container ports: logisticians' perspectives. European Journal of Marketing.

Żmuda, M. (2020). National Competitiveness and Sustainability: Friends or Foes. In The Future of the UN Sustainable Development Goals (pp. 291-307). Springer, Cham.

Zupic, I., & Čater, T. (2015). Bibliometric methods in management and organization. Organizational Research Methods, 18(3), 429-472.

Published

2022-01-01

How to Cite

De Lima, A. A., Ribeiro, T. de L. S., & Costa, B. K. (2022). Análise da evolução conceitual de stakeholders e competitividade em ciências sociais aplicadas e Turismo. Future Studies Research Journal: Trends and Strategies, 14(1), e0599. https://doi.org/10.24023/FutureJournal/2175-5825/2022.v14i1.599

Issue

Section

Artigos / Articles